É o valor oficial do salário mínimo. Aquele que aparece na lei e serve de base para milhões de trabalhadores e aposentados.
É o valor calculado pelo DIEESE para cobrir o básico do mês, como comida, moradia, saúde, transporte e outras despesas essenciais.
Quando mercado, contas e serviços sobem mais do que o salário, o dinheiro perde força. É isso que chamamos de perda de poder de compra.
Como está o bolso hoje?
Leitura mais recente disponível: Fevereiro/2026.
Traduzindo para o dia a dia
Em fevereiro/2026, o salário mínimo oficial representava só uma parte do que seria necessário para uma família viver com o básico. Nesta leitura, o valor necessário era quase 4,4 vezes o salário oficial.
Um olhar para a série histórica
O melhor ano da série foi 2017, quando o salário cobriu cerca de 26,1% do valor necessário. Já o pior momento foi 1994, com cobertura de apenas 9,6%.
A diferença em gráficos
Os gráficos abaixo mostram a disputa entre o valor do salário e o custo de vida ao longo do tempo.
Últimos 24 meses
Histórico anual
Salário, custo de vida e inflação
Quanto do necessário o salário cobria
Veja ano por ano
Escolha uma década ou um ano específico e abra o período para entender melhor o que aconteceu com o bolso do trabalhador.
Brasil em 2026 (referência: fevereiro) Houve ganho real
Brasil em 2025 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: O reajuste ajudou, mas sustentar uma família seguiu muito distante do valor nominal do mínimo.
Brasil em 2024 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A valorização voltou com mais força, mas o valor necessário do DIEESE continuou muito acima do salário oficial.
Brasil em 2023 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: O salário mínimo voltou a mostrar ganho real mais claro, trazendo algum alívio.
Brasil em 2022 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A inflação ainda castigava a renda e a distância entre salário pago e custo real de vida continuou grande.
Brasil em 2021 (referência: dezembro) A inflação pesou mais
Contexto do Brasil naquele ano: Alimentos, energia e combustíveis apertaram fortemente o bolso da população.
Brasil em 2020 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A pandemia bagunçou emprego, renda e preços. Itens básicos pesaram ainda mais no orçamento.
Brasil em 2019 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: O reajuste do salário foi mais contido e o ganho real ficou pequeno.
Brasil em 2018 (referência: dezembro) A inflação pesou mais
Contexto do Brasil naquele ano: A recuperação foi lenta e o dinheiro ainda rendia pouco para muita gente.
Brasil em 2017 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A inflação caiu e trouxe algum alívio, ainda que o mercado de trabalho seguisse fragilizado.
Brasil em 2016 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Ano de recessão forte. Em cenários assim, o salário perde força no dia a dia da família.
Brasil em 2015 (referência: dezembro) A inflação pesou mais
Contexto do Brasil naquele ano: A inflação subiu bastante e pesou em contas como energia, alimentos e transporte.
Brasil em 2014 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Foi o último ano antes de uma piora econômica mais forte na década.
Brasil em 2013 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A renda melhorou, mas o custo de serviços e transporte mostrou que viver melhor depende de mais do que o salário no papel.
Brasil em 2012 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Foi um dos períodos em que o ganho real do salário mínimo apareceu com mais força.
Brasil em 2011 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A política de valorização do mínimo seguia ajudando e o trabalhador sentia algum alívio no bolso.
Brasil em 2010 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A economia cresceu muito e isso trouxe mais fôlego ao orçamento de várias famílias.
Brasil em 2009 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Mesmo com crise internacional, políticas de renda ajudaram a sustentar o consumo interno.
Brasil em 2008 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Houve avanço importante no poder de compra, mas ainda longe do valor necessário para sustentar uma família com conforto.
Brasil em 2007 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: O crescimento econômico favoreceu a renda, embora o custo ideal de vida continuasse muito acima do salário oficial.
Brasil em 2006 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Os reajustes foram mais fortes e o poder de compra melhorou em relação aos anos anteriores.
Brasil em 2005 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A valorização do salário mínimo ganhou força e ajudou mais diretamente as famílias de baixa renda.
Brasil em 2004 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A economia começou a melhorar mais claramente e a renda passou a ganhar algum fôlego.
Brasil em 2003 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Foi um período de muito aperto. Muitas famílias precisaram cortar gastos para fechar o mês.
Brasil em 2002 (referência: dezembro) A inflação pesou mais
Contexto do Brasil naquele ano: A tensão econômica empurrou vários preços para cima e dificultou ainda mais a vida de quem ganhava pouco.
Brasil em 2001 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Ano de crescimento fraco. Em tempos assim, qualquer perda de poder de compra pesa mais dentro de casa.
Brasil em 2000 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: O país ainda enfrentava ajustes econômicos, com o orçamento das famílias bastante sensível.
Brasil em 1999 (referência: dezembro) A inflação pesou mais
Contexto do Brasil naquele ano: A desvalorização do câmbio pressionou preços e apertou o bolso do trabalhador.
Brasil em 1998 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: A inflação estava mais controlada do que no começo da década, mas muita gente ainda sofria com renda curta e insegurança no trabalho.
Brasil em 1997 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Os preços ficaram mais previsíveis, o que ajudou o orçamento, embora o salário ainda fosse baixo.
Brasil em 1996 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Com mais estabilidade, a população conseguiu voltar a planejar melhor as compras do mês.
Brasil em 1995 (referência: dezembro) Houve ganho real
Contexto do Brasil naquele ano: Primeiro ano inteiro do Real. Ficou mais fácil entender os preços, mas a renda das famílias ainda era muito apertada.
Brasil em 1994 (referência: dezembro) Sem comparação
Contexto do Brasil naquele ano: Ano do Plano Real. O país começou a sair da fase em que os preços mudavam muito rápido e o dinheiro passou a ter mais estabilidade.
Perguntas diretas
Na prática, para a maioria das famílias, não. O valor pago oficialmente fica muito abaixo do que o DIEESE calcula como necessário para alimentação, moradia, transporte, saúde e outras despesas básicas.
É uma estimativa do DIEESE baseada no custo da cesta básica e em outros itens essenciais para uma família. Ele mostra quanto o salário deveria ser para cobrir o básico com mais dignidade.
Porque os preços também sobem. Quando a inflação cresce mais do que o reajuste do salário, o poder de compra diminui.
Contexto do Brasil naquele ano: O custo da cesta básica continua sendo um dos maiores testes do poder de compra do trabalhador.