Protesto com imagens de Billie Eilish e Ariana Grande em posters, cenário urbano, cores dramáticas e expressões de indignação

Billie Eilish e Ariana Grande são acusadas de levar satanismo a jovens por política dos EUA, Kristina Karamo cita músicas e performances e gera polêmica

A republicana Kristina Karamo, candidata à secretaria de Estado de Michigan, voltou a atacar estrelas do pop em seu podcast, citando satanismo e influência sobre jovens.

Ela mirou Billie Eilish, Ariana Grande, Beyoncé, Jay-Z e Cardi B, dizendo que suas obras desviam jovens da fé, e que letras e performances seriam blasfemas.

As falas ressurgiram nas redes enquanto Karamo busca votos em Michigan, e reacenderam discussões sobre religião e cultura pop, segundo a revista NME.

O que disse Kristina Karamo

Karamo já defendeu que as últimas eleições presidenciais dos EUA foram fraudadas, e acumulou comentários anti-LGBTQ+, segundo registros citados por usuários.

No podcast It’s Solid Food, ela associou a cultura pop a um suposto delírio coletivo ligado ao satanismo entre jovens.

Acusações contra Billie Eilish e Ariana Grande

Sobre Billie Eilish, Karamo disse que a cantora leva jovens para um “delírio satânico”, citando a música All The Good Girls Go To Hell.

Ao falar de Ariana Grande, Karamo chamou God Is A Woman de “blasfêmia total”, repetindo sua crítica a letras que, segundo ela, afrontam valores cristãos.

Ela também afirmou, “No MTV [Video Music] Awards, sua performance envolveu a recriação da Última Ceia de Cristo como uma orgia lésbica”, disse Karamo.

Beyoncé, Jay-Z e Cardi B também foram alvo

Segundo Karamo, Beyoncé tentaria direcionar os negros para abraçar o paganismo ao lado de Jay-Z, sem apresentar evidências no episódio.

Sobre Cardi B, a política disse que a artista é “uma ferramenta de Lúcifer” que “vende sujeira na cultura”, citando a faixa WAP.

Karamo acrescentou, “Você já sabe o que significa, então não vou dizer. Mas é muito obsceno”, ao comentar a sigla de WAP.

Repercussão e contexto

As declarações dividiram opiniões e reativaram debates sobre fé, liberdade artística e consumo cultural por adolescentes em perfis e fóruns.

Críticos afirmam que associar pop a satanismo simplifica discussões complexas e ignora linguagens simbólicas do entretenimento, usadas por artistas como Billie Eilish.

Apoiadores de Karamo, por sua vez, ecoaram as acusações e pediram vigilância dos pais sobre letras, clipes e prêmios como o MTV Video Music Awards.

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